Eles conseguiram, nos colocaram em estradas diferentes e fizeram seguir o caminho inverso.
Minha memória cheia de palavras, eu tenho tanto pra falar... Queria não precisar lembrar que daqui a pouco tudo vai se perder no tempo. Não quero escrever muito, não consigo, por isso reajo com desdém a essa realidade cáustica. Faz de conta que não é comigo, faz de conta que eu sei viver sem você, faz de conta que ainda falta muito, enquanto tudo o que eu faço é mendigar por um pouco mais de tempo ao seu lado.
Eu te amei todos os dias desde o inicio, todos os dias religiosamente. Já disse de tantas formas que nem sei, que já desisti, dá pra escrever o tamanho daquilo que não se vê? Daquilo que se só sente infinitamente? Olha onde nós estamos, ainda conseguimos sonhar com uma vida melhor, amor. Porque o que eles não sabem é que estradas sempre se cruzam.
Décadent

Os desenhos são sempre muito abstratos, um circulo, um quadrado, às vezes triangulo e muita cor quente, forte. “Desenhastes tanto por qual motivo oculto?”. Não fosse por falta do que fazer com as mãos, digo que não, não mesmo. Dedos tão delicados e ávidos por dar vida e forma àquilo que nada era. Musica, por que não? Deixa tocar ai exaustivamente aquela musica que eu adoro em dias de chuva. Dá pra sentir o cheiro das cores e os dedos amarelos não param, estão criando, talvez confidências.
“Porque que não te ocupas mais, lhe sobra tanto tempo vago de tudo, gostas de escrever?”. Eu lá sei escrever as cores, só as vejo, sinto-as, escrevo em formas, poetas são ’patrícios’, quase anjos, pobre de mim.
- Abraça logo essa tua loucura, mon amour.
O sol vem vindo, é hora de deitar, banho gelado manda o sono embora, mas como se de alma lavada eu deitasse na cama chamando alto em pensamento, “PAZ”.
“Nem sequer te preocupas em ensaiar alguns disfarces. Quantas garrafas? Quantos maços? Que cheiro é esse?”
- Até a minha decadência é elegante, ma cherie.
Que arte mais crua, um mundo inteiro pra ser absorvido e olha, cá estão os dedos apontando para o mesmo que os tem, com urgência, pedindo pausa, pedindo chega. Preciso mesmo sentir com o espírito tanto breu interior, para vender e pagar o aluguel? Querem verdade, hoje em dia tudo é produto. Expressar cansa, como cansa. Mas olha como ficam lindos emoldurados, pendurados.
Se não fossem a companhia dessas enormes olheiras, sairia para mais um agradável passeio pelo parque, a busca pela inspiração, uma xícara de café talvez. Ou não, preciso descansar os olhos, e os dedos.
“Porque que não te ocupas mais, lhe sobra tanto tempo vago de tudo, gostas de escrever?”. Eu lá sei escrever as cores, só as vejo, sinto-as, escrevo em formas, poetas são ’patrícios’, quase anjos, pobre de mim.
- Abraça logo essa tua loucura, mon amour.
O sol vem vindo, é hora de deitar, banho gelado manda o sono embora, mas como se de alma lavada eu deitasse na cama chamando alto em pensamento, “PAZ”.
“Nem sequer te preocupas em ensaiar alguns disfarces. Quantas garrafas? Quantos maços? Que cheiro é esse?”
- Até a minha decadência é elegante, ma cherie.
Que arte mais crua, um mundo inteiro pra ser absorvido e olha, cá estão os dedos apontando para o mesmo que os tem, com urgência, pedindo pausa, pedindo chega. Preciso mesmo sentir com o espírito tanto breu interior, para vender e pagar o aluguel? Querem verdade, hoje em dia tudo é produto. Expressar cansa, como cansa. Mas olha como ficam lindos emoldurados, pendurados.
Se não fossem a companhia dessas enormes olheiras, sairia para mais um agradável passeio pelo parque, a busca pela inspiração, uma xícara de café talvez. Ou não, preciso descansar os olhos, e os dedos.
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