
Os desenhos são sempre muito abstratos, um circulo, um quadrado, às vezes triangulo e muita cor quente, forte. “Desenhastes tanto por qual motivo oculto?”. Não fosse por falta do que fazer com as mãos, digo que não, não mesmo. Dedos tão delicados e ávidos por dar vida e forma àquilo que nada era. Musica, por que não? Deixa tocar ai exaustivamente aquela musica que eu adoro em dias de chuva. Dá pra sentir o cheiro das cores e os dedos amarelos não param, estão criando, talvez confidências.
“Porque que não te ocupas mais, lhe sobra tanto tempo vago de tudo, gostas de escrever?”. Eu lá sei escrever as cores, só as vejo, sinto-as, escrevo em formas, poetas são ’patrícios’, quase anjos, pobre de mim.
- Abraça logo essa tua loucura, mon amour.
O sol vem vindo, é hora de deitar, banho gelado manda o sono embora, mas como se de alma lavada eu deitasse na cama chamando alto em pensamento, “PAZ”.
“Nem sequer te preocupas em ensaiar alguns disfarces. Quantas garrafas? Quantos maços? Que cheiro é esse?”
- Até a minha decadência é elegante, ma cherie.
Que arte mais crua, um mundo inteiro pra ser absorvido e olha, cá estão os dedos apontando para o mesmo que os tem, com urgência, pedindo pausa, pedindo chega. Preciso mesmo sentir com o espírito tanto breu interior, para vender e pagar o aluguel? Querem verdade, hoje em dia tudo é produto. Expressar cansa, como cansa. Mas olha como ficam lindos emoldurados, pendurados.
Se não fossem a companhia dessas enormes olheiras, sairia para mais um agradável passeio pelo parque, a busca pela inspiração, uma xícara de café talvez. Ou não, preciso descansar os olhos, e os dedos.
“Porque que não te ocupas mais, lhe sobra tanto tempo vago de tudo, gostas de escrever?”. Eu lá sei escrever as cores, só as vejo, sinto-as, escrevo em formas, poetas são ’patrícios’, quase anjos, pobre de mim.
- Abraça logo essa tua loucura, mon amour.
O sol vem vindo, é hora de deitar, banho gelado manda o sono embora, mas como se de alma lavada eu deitasse na cama chamando alto em pensamento, “PAZ”.
“Nem sequer te preocupas em ensaiar alguns disfarces. Quantas garrafas? Quantos maços? Que cheiro é esse?”
- Até a minha decadência é elegante, ma cherie.
Que arte mais crua, um mundo inteiro pra ser absorvido e olha, cá estão os dedos apontando para o mesmo que os tem, com urgência, pedindo pausa, pedindo chega. Preciso mesmo sentir com o espírito tanto breu interior, para vender e pagar o aluguel? Querem verdade, hoje em dia tudo é produto. Expressar cansa, como cansa. Mas olha como ficam lindos emoldurados, pendurados.
Se não fossem a companhia dessas enormes olheiras, sairia para mais um agradável passeio pelo parque, a busca pela inspiração, uma xícara de café talvez. Ou não, preciso descansar os olhos, e os dedos.

Um comentário:
Menina, tudo bom?
Eu sempre acompanhei seus textos do fotolog, acho todos muito bem escritos, criativos, eu gosto bastante.
Agora que vi que você fez um blog vou te linkar no meu ok?!
Parabéns pelos textos, boa sorte no blog.
:)
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