Não há motivos que me levem ao desespero, não agora, não mais. Imaginei quão grande é o mundo, imaginei o tempo e desde o inicio, uma energia osmótica e massa condensada, criou-se tudo do nada, no nada. Um milagre, um acaso.Imaginei os séculos e a historia da humanidade, imaginei o cosmos e conheci a incapacidade humana de perceber o quanto se limitam. Encontram prazer em migalhas, vida alheia, o que se faz com dedos e pouca lucidez. Gostam do estrago, fazem gozar o ego com verdades inventadas, atentos demais, burros demais, quanto tempo foi desperdiçado? Imaginam e não pensam, estacionam e permanecem.Falhei, sempre falho, logo eu, que aprendi desde pequena a desconfiar das pessoas, que sempre duvidei de qualquer boa intenção gratuita. Como posso sentir vergonha? Porra nenhuma! Sinto pena, então castigo-me imaginando a pior de todas hipóteses, que seja, eu mereço todas as conseqüências, paguei pra ver, dei a cara a tapa e o caralho. Mas digo batendo forte com os pés que não deixei crescer em mim essa chagas psicológica que por um segundo desviou a minha atenção e quase me fez esquecer quem eu SOU. A essência continua e com o mesmo orgulho que mantêm as vaidades do meu egocentrismo satisfeitas eu digo que não há nada que me abale. Viver enobrece, pensar enlouquece, eu tenho paginas inteiras de experiências vividas e mais ainda para serem escritas. A cada dia que passa eu conheço mais as pessoas e percebo o quanto é triste essa busca caótica por um pouco de atenção, aceitação!Toda realidade é momentânea e opcional por isso faço o que eu quero, posso! Pouco me importo. Não existe imunidade, a vida é fulminante, então que falem, mas quanto pesa a sua palavra? Impressões demais e nenhuma certeza, cale-se! Te distraia dessa obsessão que consome sua capacidade altruísta de ser. Sádicos!Coloco-me em meu lugar, assim, porque quero, e acima de todas as bocas que me amaldiçoam e outras tantas que me abençoam. Sei de mim, somente eu e alguns poucos. Basta!
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